Medicina na Bolívia


Gel pode regenerar pele queimada


Hidrogel foi usado para tratar queimaduras de terceiro grau

por Guilherme Rosa
   Divulgação
Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, criaram um material em forma de gel que conseguiu regenerar pele queimada severamente, de forma saudável e sem deixar nenhuma cicatriz. A pesquisa foi feita em ratos, e o gel conseguiu promover a formação de novos vasos sanguíneos e camadas de pele, inclusive com o nascimento de novos pelos no local ferido. Os pesquisadores pretendem fazer mais pesquisas com animais antes de testar o procedimento em humanos, mas esperam que o procedimento possa ser usado para tratar de soldados feridos, vítimas de incêndios e outros casos de queimaduras de terceiro grau. 

O material usado no experimento é conhecido como hidrogel. A substância é um gel a base de água misturada com dextrano, um polissacarídeo composto de várias moléculas de glicose. A estrutura do material permite que, em contato com o corpo humano, se fixe nas células ao seu redor e permita a passagem de nutrientes e o crescimento de novas células em seu interior. 

A ideia original era aplicar nos ferimentos o hidrogel junto com células tronco, para dar início e guiar o crescimento do tecido. Mas logo nos primeiros testes, ainda sem a inclusão das células tronco, os pesquisadores constataram uma regeneração notável. “O tratamento promoveu o desenvolvimento de novos vasos sanguineos e a regeneração das camadas de pele, incluindo folículos capilares e glândulas” disse Sharon Gerecht, professora de engenharia química e biomolecular na faculdade. 

Queimaduras de terceiro grau costumam exigir tratamento médico complexo e deixam grandes cicatrizes, pois destroem várias camadas de pele e chegam atingir os músculos. Os cientistas ainda não entenderam completamente como a substância altera a regeneração normal do tecido, mas sabem que as células inflamatórias conseguiram penetrar no gel com o tempo e desintegra-lo facilmente. Depois de 21 dias, o hidrogel já estava completamente absorvido pelo organismo dos ratos, e a pele do animal continuou seu processo de recuperação normal.

Empresa cria neurônios a partir de células-tronco

Cellular Dynamics vende as células para pesquisadores
por Redação Galileu


    Divulgação
A empresa norte-americana Cellular Dynamics International anunciou que conseguiu criar os primeiros neurônios feitos a partir de células-tronco com a qualidade, quantidade e pureza necessária para uso científico e comercial. A intenção é que eles sejam comprados por pesquisadores e indústrias farmacêuticas para serem usados em pesquisas de neurociência, como estudos de neurotoxicidade e o desenvolvimento de novas drogas.

Para criar os neurônios, os pesquisadores usaram células-tronco pluripotentes induzidas. Essas células funcionam como as células-tronco embrionárias, pois podem se transformar em qualquer tecido do corpo humano, mas não são feitas a partir de nenhum embrião. Elas são formadas usando células comuns do corpo humano, com a adição de genes encontrados nas células embrionárias.

>>>Célula-tronco de gordura tem resultado melhor, diz estudo da USP
>>>Injeção de célula-tronco pode substituir silicone

Os neurônios produzidos pela companhia apresentam as mesmas características fisiológicas que os neurônios com os quais nascemos.

Células anti-câncer


Pesquisadores programam glóbulos brancos para atacar leucemia

por Alexandre Rodrigues

Editora Globo
Uma nova terapia ge­nética pode significar um combate eficaz contra o câncer. Em um estudo do Centro Abramson, da Universidade da Pensilvâ­nia (EUA), médicos conseguiram treinar células T — um tipo de glóbulo branco que combate vírus e tumores — para atacar a doença. Bilhões de células T, retiradas de 3 pacientes com leucemia, foram inoculadas com uma variedade ino­fensiva do HIV carregando um gene que combate este tipo de câncer. Devolvidos ao corpo, os glóbulos brancos começaram a agir.

O vírus enganou o sistema imunológico, permitindo ao gene se espalhar rapidamente. “Em 3 semanas, os tumores sumiram muito mais rápido do que o esperado”, disse o professor Carl June, diretor da pesquisa. Se continuar dando certo, o tratamento deve chegar aos hospitais dentro de 10 anos.